FSFX alerta para cuidados com a saúde no Dia Mundial do Rim

O Dia Mundial do Rim é celebrado na segunda quinta-feira do mês de março, e alerta sobre a doença renal crônica, uma enfermidade que atinge cerca de 10% da população mundial e 10% da brasileira possui algum grau de acometimento renal.

“Mais de 120 mil pessoas no país já se encontram na fase terminal da doença, necessitando de tratamento de diálise. Queremos alertar esse público sobre as formas de prevenção, além de transformá-lo em multiplicador de informação junto à família e amigos”, explica o responsável técnico do Centro de Terapia Renal Substitutiva (CTRS) da FSFX e presidente da Sociedade Mineira de Nefrologia (SMN), Daniel Calazans.

De acordo com Daniel Calazans, o “Dia Mundial do Rim” quer levar às pessoas informações sobre como prevenir e tratar a doença. O médico também alerta que um dos principais obstáculos no tratamento é o diagnóstico tardio da doença. “Muitas vezes, o paciente tem seu primeiro contato com um nefrologista já no momento da admissão para a hemodiálise. É de fundamental importância prevenir e passar por uma avaliação com seu nefrologista”, destaca.

Saiba mais sobre a DRC

Doença renal crônica (DRC) é a perda progressiva da função dos dois rins. Quando os rins falham e a capacidade de funcionar cai abaixo de determinado nível, o que chamamos de insuficiência renal, as impurezas não são retiradas do sangue e afetam os órgãos do nosso corpo, como o coração, pulmões, músculos, estômago e cérebro. Isso pode se tornar uma ameaça à vida da pessoa e requer atenção urgente. Atualmente não existe cura para a DRC. Os tratamentos atuais são as diálises (filtragem do sangue por outros meios) ou o transplante (que depende de um doador compatível), e devolvem parte da qualidade de vida do paciente.

Inicialmente, a DRC não tem sintomas. A pessoa pode perder 90% da função renal sem perceber. Por isto a prevenção e a detecção precoce são essenciais, pois permitem controlar o avanço da doença e a necessidade de tratamentos mais complexos. Exames de urina e de sangue podem detectar o início da doença. A doença afeta pessoas de todas as idades de raças, mas as causas mais comuns são hipertensão arterial (pressão alta) e diabetes. O risco é maior me pessoas mais velhas, mais propensas a essas complicações. Também devem ficar atentas pessoas que tenham alguém na família que sofre de DRC, de origem africana, hispânica, oriental ou aborígene. Todas as pessoas no grupo de risco devem consultar num nefrologista periodicamente.

Como prevenir a DRC?

  1. Mantenha-se em forma e pratique atividade física regularmente;
  2. Controle o nível de açúcar no sangue (glicemia) para evitar o diabetes;
  3. Monitore sua pressão arterial;
  4. Mantenha sua alimentação saudável e evite o sobrepeso;
  5. Mantenha-se hidratado, tomando líquidos não alcoólicos;
  6. Não fume;
  7. Não tome remédios sem orientação médica;
  8. Consulte um médico regularmente para verificar a situação dos seus rins.